sexta-feira, 13 de abril de 2018

Diário: 1º de julho de 2011



1º de julho de 2011.

                Fiquei me sentindo mal com o que eu escrevi anteontem aqui no diário. Ainda bem que eu apaguei. Por mais que ninguém vá ler o que eu escrevi, isso não deve ser dito em lugar algum.
              Domingo vai ser meu aniversário de 52 anos de idade. Lá se vai mais uma primavera! As pessoas quando chegam a minha idade já começam a ter receio de fazer planos para o futuro. Eu mesma pensava chegar num futuro ideal, que hoje não passa de um presente abominável. Sabe... eu não gosto de viver a vida que nem um falso pregador. Não sei se vou conseguir mentir a minha tristeza no dia do meu aniversário. Talvez eu consiga, na verdade eu sempre consigo. A minha família deve ligar lá do interior de Minas. O problema de ser barato para ligar pelo celular hoje em dia é que as conversas ficam intermináveis! Uns 10 anos atrás a ligação era rapidinha para gastar pouco. Uma conversa de meia hora, que antes custava uns 20 ou 30 reais, hoje custa só 25 centavos num pré-pago qualquer. Para uma família que se gosta isso é muito bom, mas comigo não é.
                O melhor presente de aniversário para mim seria tirar essa dúvida em relação ao Henrique. Nesse fim de semana eu vou conversar com a Conceição para ela me dizer o que acha e o que pode saber sobre as coisas da família. Ela é uma pessoa muito sábia e que rodou muito. Eu realmente admiro essa mulher. Teve três filhos em Planaltina com três trastes que nunca assumiram nada. O filho do terceiro filho ficou com ela ainda uns 4 anos, mas no final a abandonou e nem pagou pensão direito, igualzinho aos outros. E quem diz que ela fica reclamando por aí? Nada a mulher botou para trabalhar e formou os 3 filhos na UnB. Dois viraram professores de Espanhol e uma virou arquiteta. Essa mulher foi trabalhadora mesmo! Isso que é um exemplo de superação. Quantas Conceições devem haver por aí? Muitas! E quem diz que elas recebem o reconhecimento que merecem? Agora uma que chegou na vida política ontem e não faz quase nada tem aprovação de metade da população.
              Hoje fui confrontada com uma pergunta desaforada dentro de mim muito forte. Eu ando pensando muito que o tempo deveria passar e até voar para ver se essa dor passa, mas será que ele não já voou o bastante? Parece que foi ontem que eu casei com o Henrique. Eu me lembro muito bem da minha falecida mãe me chamando “Márcia, não mexe nesse mato que aí seu tio já matou uma cobra esses dias!” Minha mãe era incrível mesmo, pena que na hora de me educar não me fez ver as coisas ruins de ser uma mulher do lar. Ficar na cozinha o dia inteiro era tão bom para ela. Sempre que eu via minha mãe eu via uma mulher feliz. Não interessava o pouco dinheiro nem os infortúnios do dia a dia. A vida podia ser um limão que a minha mãe fazia dela uma limonada para as crianças e uma caipirinha para os adultos que viviam por perto. Todo mundo gostava dela, inclusive eu.
                Pois é... três anos sem ela. Mas a vida segue.

(Escrito, assim como os demais dias do diário, por Fernando Fidelix Nunes)

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Desabafo

        Um amigo meu, meio timidamente, pediu: "Fernando, lê um texto meu que foi um grande desabafo". Eu o li e gostei bastante! Como realista e com a certeza de que a dor pode ser um fator de coesão importante para todos nós, vi no texto o senso do sentimento real saindo do âmago da alma de um indivíduo que vivenciou um grande amor. Sugeri que fosse publicado no meu blog. Meu amigo pensou e concordou com a publicação desde que fosse colocado com um pseudônimo. Aceitei na hora. Segue o "Desabafo" do meu amigo Arthur Gonçalves, que passou por apenas algumas correções gramaticais que não alteraram em nada o sentimento do texto.

Desabafo!

        Eu juro que eu não consigo entender. Você prefere pôr tanta coisa na frente do Amor? Ou o nosso Amor que não te interessa mais? Ou talvez quase não tenha mais Amor. Estou desistindo de nós. Por quê? Porque dói, e dói demais. Noites sem dormir, enjoos, diarreias, falta de tranquilidade, ânsia de vômito, ansiedade 24 horas por dia. Meu corpo está pedindo arrego e o seu? (Isso é sofrer e perder um Amor de verdade, faz parte).
        Dia 7 de abril se passou e nada. Nem um "como você está?". Não fez falta? Não mandei mensagem porque quem quer se afastar é você. Eu queria estar jantando no Nebbiolo e rindo de piadas bobas, mas estava no boteco escutando um monte de putaria sem valor. Nisso que o mundo virou, mas fazer o quê, né?!
        Estou me fortalecendo para fazer meu último e maior gesto de Amor, que é deixar você ir. Deixar ser mais feliz (isso porque comigo já não se sentia completa). Achar alguém que te complete e te faça bem. Hoje, sinto que seu futuro será mais feliz sem mim. Mas calma, meu coração não consegue ainda... vou conseguir! Te prometo!

Tudo Muda para não Mudar Nada


Tudo Muda para não Mudar Nada


                O mundo é das injustiças e das incoerências; e, definitivamente, este não é um país sério. Primeiramente, é uma absoluta vergonha, na principal cidade deste país tropical, apenas a torcida da casa poder assistir aos clássicos regionais. Esse é apenas um dos sintomas da falta de democracia e civilidade em nosso país, ou seja, o futebol é apenas um reflexo da falta de tolerância em nossa sociedade, incapaz de mostrar sinais de melhora em vários setores.
O Palmeiras perdeu o título com uma série de problemas de arbitragem. Claro que a falta de sorte no gol e ineficiência nos lances ofensivos foram igualmente decisivos. Imaginem só o árbitro dar um pênalti e voltar na decisão, depois de quase dez minutos de debate, por conta da decisão do quarto árbitro, que estava ainda mais longe do lance! Eu acho que foi pênalti, pois a carga do Ralf em cima do Dudu foi exagerada e imprudente, mesmo que tenha pegado na bola. Já vi incontáveis faltas serem marcadas numa situação semelhante e serem justificadas pela mesma razão. No final ainda teve o Henrique desviando com o braço um cruzamento do meu Verdão. E o que aconteceu? Nada. Isso não acontece contra o Corinthians, que ano passado venceu o Vasco com a mão do atacante Jô, paladino da exaltação da ética futebolística quando lhe convém. Agora, seria muito mais lógico se houvesse o árbitro de vídeo. As pessoas questionariam muito menos o árbitro e ele não sairia do jogo desmoralizado pelos atletas, que, seguindo a canalhice intrínseca ao futebol, o pressionaram até na hora de marcar lateral no meio do campo. Não há qualquer justificativa para não ter a interferência do árbitro de vídeo em lances capitais, ainda mais numa final! Não custa tão caro assim para os padrões brasileiros. Infelizmente, as coisas são diferentes do que seria o melhor para todos. Nos pênaltis, o Corinthians foi mais competente e levou o troféu na nossa arena. Na verdade, na maioria das vezes, Palmeiras e Corinthians decidem um mata-mata nos pênaltis. Que falta que faz o Marcos numa hora dessas!
              Fazia 19 anos que Palmeiras e Corinthians não decidiam nada. A finalíssima daquele ano, que foi precedida pela conquista da Libertadores pelo Palmeiras (time responsável pela eliminação do Corinthians nesta competição), também teve muita confusão. O jogo nem acabou devido a uma pancadaria iniciada por embaixadinhas de Edílson, que nunca venceu a Libertadores. Naquela época, o Brasil também vivia muitas tensões. Desemprego, falta de perspectivas, incertezas internacionais e tensões políticas preocupavam muito o povo brasileiro. Um pedido de impeachment contra o então presidente Fernando Henrique Cardoso, feito pelo PT e com o apoio total de Lula, foi arquivado pelo então presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer. Inacreditável que tanto tempo depois as coisas não mudaram muito por aqui. A tecnologia avançou, as doenças mudaram, os remédios mudaram, mas parece que nossa institucionalidade ainda está mergulhada no mesmo buraco de sempre.
             Essa última semana talvez seja emblemática para a produção de textos absolutamente parciais. Os maiores defensores da imparcialidade e do equilíbrio na mídia e nas instituições seriam incapazes de difundir uma só linha a favor de seu raciocínio com as evidências dessa semana. A final do Paulistão e a repercussão da prisão de Lula são exemplos claros e inquestionáveis da parcialidade e da falta de responsabilidade de nossa sociedade. A página da Caneta Desmanipuladora deu um exemplo muito bom sobre as capas que trataram da histórica prisão de Lula. Numa foto ele é apresentado como um clandestino, em outra como um herói. Já dizia com tanta sabedoria o meu quase xará Ferdinand de Saussure: “o ponto de vista precede o objeto”.
                 Sobre a prisão do Lula, eu preciso desabafar: é sério que o juiz Sérgio Moro acreditou que o Lula ia se entregar em Curitiba às 17 horas de sexta-feira? Era óbvio que não! Quando eu vi a notícia, eu sabia que era mais uma decisão que não ia seguir o prazo. E depois foi acontecendo uma estranha negociação em que quase ninguém dava certeza do que ia acontecer, muito menos quando. Talvez seria melhor se tivessem chamado o Galvão Bueno para narrar do que os comentaristas de política, que foram ridículos ao repetirem à exaustão as informações e demonstrarem que não estavam à altura da importância do momento. Mas vamos dar um crédito, pois exigir que saia uma melancia de um pé de limão é demais. No fim das contas, o Lula foi preso, como queriam alguns e lamentaram outros. O ex-presidente, que chegou a ser carregado pela massa e impedido de sair da sede do Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo, deve ter tido como consolo nesta semana ao menos o título do seu time de coração, o Corinthians.
                Ontem eu ouvi na CBN um especialista em Direito Penal discutindo a parcialidade dos juízes, principalmente devido à celeridade do processo de Lula. Ademais, o comentarista defendeu veementemente que, no processo contra o líder das pesquisas de intenção de voto para presidente do Brasil, o réu não foi tratado de forma semelhante aos demais, ou seja, a imparcialidade ficou de lado, segundo o especialista, nesse caso também. Claro que ele também não é imparcial, e eu muito menos. Quer saber minha opinião? Lula foi se relacionar demais com gente sem vergonha, deu chance para o azar, “brincou de Deus e se queimou”, como diria Ciro Gomes - que por "coincidência" se apresentava em 1998 e 2002, tal qual o faz hoje, como alternativa para a dicotomia entre PT e PSDB. Agora tem gente que fez coisa muito mais pilantra e com muito mais evidências e “não dá nada, parcero”. Vejam só os déficits monstruosos de estados e municípios por aí e vejam quantos governadores e prefeitos foram responsabilizados. Vejam também os movimentos contra a corrupção. Uma vergonha não terem puxado um dia de manifestação contra Michel Temer, que já venceu duas denúncias e, como este não é um país sério, vai sair ileso da terceira sem uma única manifestação de vários grupos que são contra a corrupção.
            De fato, somos parciais, incoerentes, praticamos injustiças e às vezes somos vítimas, dependendo do ponto de vista, da justiça. Espero que o futuro mude, mas tudo indica que teremos confusões que serão bastante semelhantes ao nosso passado. Infelizmente, não imitaremos as glórias ou os grandes feitos, mas sim os seus acontecimentos mais estapafúrdios. Duvida? Acompanhe os próximos capítulos desse seriado nacional que nem o mais criativo dos roteiristas seria capaz de fazer e me diga se eu estou errado.


(crônica escrita por Fernando Fidelix Nunes)

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Diário: 23 de junho de 2011.


23 de junho de 2011.

                Voltei a falar com a minha filha, mas ela inventou de colocar uns poemas. Acho que desde que ela acabou a faculdade, foi a primeira vez que eu vi a Giovana lendo poesia. O negócio é que ela selecionou autores que todo mundo conhece, Camões, Drumond (acho que se escreve assim), Vinícius de Moraes e Manuel Bandeira. Nenhuma mulher! Com essas aulas de poemas que a minha filha dá, fica parecendo que não existe nenhuma mulher que escreveu poesia. Eu mesma só conheço a Cecília Meireles, e de nome. As coisas andam muito erradas nesse país, mas para não piorar a situação com ela, eu resolvi ficar quieta e apoiá-la. Afinal, pelo menos eles vão ler alguma coisa. E do jeito que eu ando, arrumar ou ficar pensando em confusão é pior ainda.
                Esse negócio de não valorizar a mulher é complicado pra todo mundo. Fizeram esses dias um jogo festivo para o Ronaldinho se despedir do futebol com a camisa da seleção. O menino ralou muito de verdade: infância difícil, joelho ruim e superações a todo instante. Mas e as mulheres? Quando veremos uma mulher sendo homenageada assim? A gente leva esse país nas costas e só vem depois o povo dar uma rosa pra gente no nosso dia em março. Parece piada um negócio desses. Tudo bem que tem umas que são uma vergonha e são valorizadas até demais. Deu no jornal que a Dilma tem 49% de aprovação do governo. 49% pra uma mulher que nunca fez nada é uma vergonha pra esse país tropical. Ela vai é queimar o filme das mulheres. O pessoal fica valorizando ela e tal com o passado dela contra a ditadura, só que ela não dá conta do recado. Tenho certeza de que vai fazer besteira. Do jeito que esse país é, é bem capaz do povo saber quem é Ronaldinho e não saber quem é Dilma. Isso dá um desgosto. Agora, pra substituir o Ronaldinho ainda arrumaram um tal de Neymar, que passa o tempo todo na televisão. Tem gente que faz o que quer e dá certo.
O Daniel continua fazendo um monte de besteira. Com o braço quebrado, ele vai ficar ainda pelo menos duas semanas em casa. Em casa mais ou menos, porque agora ele tá saindo de tarde com os amigos dele. Eu fico pensando se esse povo não estuda ou não trabalha. Eles ficam brincando e comemorando e eu aqui ralando com o meu chão e minha cozinha.
Se bem que ralar é até bom se eu for comparar com o pensamento. O Henrique anda feliz demais pro meu gosto. Ele anda feliz pra lá e pra cá. Deu até pra cantar de vez em quando. Só que aí ele me vê e deixa de lado tudo que é bom e fica meio esquisito. Esses dias eu tentei dar um abraço. Digo tentei porque ele nem devolveu nada em troca. Abraço só acontece quando tem troca. Se não tem troca, é contato. Quero muito estar errada. Ser traída a essa altura é terrível. Sinto-me humilhada só com essa oportunidade.
              Sigo querendo que o tempo voe, mas parece que eu vou ter que (sobre)viver por um tempo. Gostei desses parênteses. Pena que eu não tenho uma ideia boa dessas todas as horas pra deixar o meu texto mais literário. Se bem que ninguém vai me ler mesmo. 

(Escrito, assim como os demais dias do diário, por Fernando Fidelix Nunes)

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Para que serve um estadual?


Para que serve um estadual?


                O campeonato estadual não levará um time de massa para jogar com potências ou várzeas internacionais. Tampouco garante que o time fique na Série A – veja só o caso recente do Vasco da Gama. O único aparente benefício é dar aos times de médio e pequeno porte um singelo passaporte para a Copa do Brasil, que se tornou uma montanha intransponível para um nanico das Séries C ou D se impor.
                Uma coisa não se pode negar: os estaduais dão uma dose de surpresa semanal ao nosso dia a dia. Grêmio em sexto na primeira fase no Gauchão, Corinthians perdendo em casa para o São Bento e Boa Vista na final da Taça Guanabara são apenas alguns dos exemplos cotidianos que apreciamos. Quando se vê um campeonato europeu, parece que ele já tem um destino traçado, com exceção do título recente do Leicester na Premier League. Não me lembro da última vez que Barcelona, Real Madri, Juventus, Bayer de Munique e outros gigantes europeus terminaram um campeonato fora das primeiras posições.
 No estadual não é assim, já que praticamente tudo é possível. O modesto Novo Hamburgo, por exemplo, se impôs ano passado contra o Grêmio (campeão da América!) e do Internacional e levantou a taça na cara da sociedade. No Paulistão, o Palmeiras, time com maior investimento nas últimas temporadas do futebol brasileiro, foi trucidado pela Ponte Preta em Campinas e não conseguiu reverter a vantagem em casa na semifinal. O estadual potencializa a essência futebolística do improvável tragicômico, que não se vê em outros esportes.
Os regulamentos também são um atrativo à parte. No Paulistão, por exemplo, as equipes do mesmo grupo não se enfrentam e o time só se classifica se ficar em primeiro ou em segundo lugar no seu grupo, isto é, se ele tiver a terceira melhor campanha da primeira fase e os outros 2 ficarem a sua frente, ele não passa para a fase em que se classificam 8 times. E o Cariocão que é tão truncado que nem eu mesmo me atrevo a explicar? Talvez seja uma maneira de desafiar a lógica eurocêntrica e preservar as peculiaridades locais. É como se dissessem assim: “aqui seguimos o movimento antropofágico”. E deu certo, pois os campeões da Taça Guanabara e da Taça Rio ficaram de fora da final, ou seja, foram dois troféus que não serviram para nada. Talvez seja uma política assistencialista de quinta categoria para distribuir mais troféus para os nossos clubes.
Deve-se destacar também as rivalidades que jamais teriam protagonismo nacional. Sport, Santa Cruz e Náutico, por exemplo, vivem confrontos apoteóticos na disputa rotineira pelo Pernambucano. Goiás, Vila Nova e Atlético/GO se enfrentam e alternam a hegemonia no principal estadual do Centro-Oeste. Em Santa Catarina, Figueirense, Avaí, Chapecoense e Joinville, que já chegaram a jogar ao mesmo tempo a Série A, dão muita emoção aos torcedores nos quatro primeiros meses do ano. E a dupla Bahia e Vitória que é há décadas sucesso de público e renda? O apoio da torcida do Bahia ao time na chegada à Fonte Nova foi uma coisa de cinema!
E as finais inesquecíveis? Os estaduais possuem as finais mais marcantes de longe. Nesse quesito o Carioca é especial. Como não lembrar do cruzamento de letra do Léo Lima do Vasco contra o Fluminense? E a cavadinha de Loco Abreu contra o Flamengo? E o gol de barriga de Renato Gaúcho no Fla-Flu? E a falta perfeita de Petkovic contra o Vasco? Esses são apenas 4 exemplares exclusivos dos nossos estaduais.
E a descoberta de novos craques? Quantos futuros gênios apareceram em um estadual? Rivaldo, por exemplo, foi um craque que surgiu no Mogi Mirim no início da década de 1990 e se tornou um dos protagonistas das Copas de 1998 e 2002 com a camisa canarinho. O grande São Marcos também começou a brilhar em um Paulistão, quando defendeu um pênalti contra o Botafogo/SP. Outros, embora não consigam protagonismo internacional, como o goleiro Cidão, conseguem pelo menos um lugar ao sol e, consequentemente, uma remuneração mais aprazível. Você é desses que falam que isso é coisa de antigamente né? Então, lembre-se de que Ganso e Neymar, que atualmente é um dos top 3 do futebol internacional, começaram a chamar a atenção com atuações marcantes no Paulistão com a camisa do peixe.
Portanto, distintos leitores e distintas leitoras, se você ainda é uma dessas pessoas que acham que os estaduais não têm importância, sugiro que você reveja os seus conceitos.